sexta-feira, 15 de setembro de 2017

(((Enfrente a escuridão e reluza)))

Lá no meiozão de toda confusão tem uma luzzzona que brilha. Essa coisa de túnel escuro nem existe não. Existe luz na escuridão. E ela vem da gente. Vem de deixar a fenda expandir o brilho que não se contém dentro. Vem de esquecer toda escuridão que te abraça e deixar a fenda da luz da Alma reluzir, até ser dia perfeito.


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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Bombeando o coração.

Deixa doer a saudade.
Deixa queimar o peito.
Deixa a palavra gritar dentro pra sair.
Deixa ficar incontrolável não ir.
Deixa a coisa se mostrar como é.
Não tema o sentir.
Ele fervilha o sangue que bombeia o coração.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

(((Pequenas histórias de amor)))

Apertou o corpo.

Colou.

Como se isso fosse fazer acabar aquela saudade que sentiu.

Mas não acabou.

Porque a saudade era sentimental, era grande.

Não somente do toque mas do sentir o existir do outro.

Apertou.

Apertou o corpo contra o seu.

Deixou sair aquele suspiro bom de gente que sabe que não precisa ter pose pra nada.

Abraçou.

E como o abraço é um ser bom, abraçou de volta,

E ficou assim, com a Alma pensante sem palavra dizer.

Só sentiu.

O outro ser.

E pensou... daqui a pouco já vai de novo...

Vou sentir saudade.


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Só é

A se saber,
falam-se da vida.

Falam de como as coisas vão.
às vezes pego-me a pensar sobre tal fato.

Se ela nos impõe ou aceitamos o que o é dado.

COmo que por sina, herança,
sem nenhum cabimento ou lembrança,
mas que te obriga a ser, ir e vir,
ganhar e perder,
tantas e tantas coisas.

Há-se de culpar tudo que não se pode,
mas não sei se é sorte,
não sei o que é.

Só é.
Só é.

Reinicio

Às vezes como em algum conto,
alguma linha de encontros e desencontros,
como em telas e teclas,
em vírgulas e pontos finais...
poderia apertar a tecla DEL e a página em branco ficar.

Tudo recomeçar.


sábado, 26 de agosto de 2017

Uma lágrima de amor

E hoje uma lágrima me abraçou inteira.
Vi os barcos, as luzes...
na praça o Teatro alto soava e ressoava aquela beleza toda,
aquela mágica.
Tão lindo.
No meu coração um corte sangrava você.
Me vi envolta em algo tão grande,
tão desconcertante,
"desconcentrante",
tão em mim, tão você.
Fui imersa.
Isso tudo me prendeu.
Lacrimou.
Me perdi.
Não sabia mais se havia onde eu estava.
O que era real em mim, será ficcional em você?
Doeu e precisei de um colo que não chegou.
E que não queria de qualquer outro ser aceitar.
Então,
prometi que não ia me derramar em nenhuma falácia.
Ia concentrar tudo bem junto e deixar maturar tudo,
pra me socorrer,
acabei lembrando-me do Mia,
quando dizia que o poeta escreve para ser livre de suas palavras.
Concordei.
Eis-me aqui numa rendição.
Em um vomitão.
Em um blá cheio de todo esse nosso super pá que envolve tantas letras cheias de duelos internos e entregas de amor.
Tô aqui,
longe,
de tudo.
Procurei onde começou isso a acontecer.
Onde se deu o inicio dessa troca...
como me dei assim pra você.
Quando recebi tua alma,
quando vi o coração,
como sorri e descobri que isso ia além.
Hoje procurei.
Te vi naquelas flores, bicicletas, árvores, sorrisos,
naquelas palavras belas, naquela busca de abrigo,
naquele conflito.
Me encontrei em você menino,
me encontrei no cheiro da sua presença.
Retribui a luz com luz,
o riso com sorriso,
o texto,
o amor.
Conseguiu quebrar todas as barreiras que eu com minha sabitude criei,
por tanto doer dessa vida que o tempo se me deu
e que eu nela superei mas condensei-me para não entregar tanto ouro assim.
Minha sabitude não valeu,
você me veio,
e como se fosse até história de papel,
aconteceu a troca,
o encontro,
reencontro,
uma coisa sem nome,
essa coisa tão assim que me dói um monte,
dá uma saudade imensa de ser tudo que ainda não se é.
É muita alma e um amor grandão.
Tão assim que medrei.
Juro.
Logo eu!
Medrei fundo.
Senti... chorei.
Até pensei: acho que inventei essa troca.
Não sei.
Acho que não é real.
Eu,
pensei:
"devo ter acolhido algo que nunca existiu..."


Meu Deus... isso realmente é amor.
É amor.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

alimente

Alimente o amor.
O que faz tua alma viver em bem!
O que te causa esperança.
Alimente.



Eu sei lá.

Eu sei lá.
Talvez eu nem devesse visitar.
Eu acreditei nisso sem perceber.
Senti o fluxo com uma batida que nunca houve.
Tinha Luz ali.
Tinha profundeza.
Era uma beleza sem fim.
Ainda é.
Eu abri uma porta nova.
O sentir fez vida.
A mente ficou ao menos alguns dias sem rédea alguma.
Eu testei isso.
Como quem testa teorias.
Quis descobrir, quis entender.
Tem uma riqueza linda nisso.
Em alindar a vida.
Te recebo.




quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Uma ficção deles

Quando sua mão tocou-lhe a cintura,
"acalafriou" a coluna...
Chegou-se um sopro no coração que faltou-lhe o ar.

Os pêlos do seu rosto,
os cheiros que a pele exalava,
faziam fugir todas as palavras que haviam nos planetas que esses seres habitavam.
Quando as mãos dela puseram-se sobre o seu rosto,
como se tateasse cada milímetro de poro a respirar,
ele medrou,
seu eu tremeu.

Ali, por aquelas horas que duraram o piscar de seus olhos,
tudo se re.conectou e começou,
o que sempre existiu.



(((sobreasmudançasdoerem)))

Nós somos luzes mesmo.
Somos seres que se transportam através da alma.
Nos conectamos com outros seres como nós,
que possuem essa fenda aberta e se permitem ir adiante.
Parece estranho isso dizer,
mas somos bem maiores do que aparentamos ser
e temos muitas coisas traçadas à nós.
Na maioria das vezes nos dizemos que tomamos as decisões,
que somos donos do nosso próprio jogo,
mas se você puder abrir mão da rédea que a amarrou no punho da sua vida,
vai sentir o fluxo,
vai sentir o caminho,
vai sentir a si mesmo,
vai permitir-se em meio aos seus próprios conflitos dar lugar a paz de seguir para onde deve ir.
A resistência dói.
A resistência machuca.

Claro,
toda mudança é aflitiva...
Porque a vida não acontece a sós.